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26/12/2018

[Textualizando] Vida

Olá, livreiras e livreiros! Daqui a pouco já é 2019 (como passou rápido...) e, pensando nisso, hoje trouxemos para vocês um texto sobre a vida bastante reflexivo e inspirador do Charles Chaplin que pegamos no site Refletir para refletir. Esperamos que com esse texto todos nós possamos refletir um pouquinho e fazer de 2019 um ano melhor que 2018. Vamos lá!

Vida
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,

Já fiz amigos eternos, já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e...
...tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!

Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,

Porque o mundo pertence a quem se atreve
E A VIDA É MUITO, para ser insignificante.

Charles Chaplin

POSTAGEM POR: LARISSA E VIVIANE

28/11/2018

[Textualizando] Menestrel

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Hoje eu trouxe para vocês um texto do famoso Willian Shakespeare que eu conheci esses dias e achei simplesmente lindo; é um pouco extenso, mas vale a leitura. Vamos conferir?!

Menestrel

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la...

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam...

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo... mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão... e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática.

 Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens...

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém...

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare

POSTAGEM POR: LARISSA

17/10/2018

[Textualizando] Tudo o que você precisa ler hoje

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim trazer para vocês um poema de um livro maravilhoso, "Apoteose", do autor Raul Riul, que terá a resenha publicada aqui no blog em breve. Esse poema eu dedico à todos que estão passando por um momento difícil, e quero que saibam que tudo passa, por mais que leve algum tempo.Vamos conferir?

Tudo o que você precisa ler hoje

Respira
Relaxa
As coisas tão difíceis?
Eu sei como é

Por mais que você não ache
É só uma fase
Não se perca por favor
Eu sei o que é ter dor

Sozinho você não tá
To aqui pra te ajudar
Você vai superar tudo isso
Sei disso

Como tenho certeza?
Como não poderia ter?
Olha só pra você

Sobreviveu
Enfrentou tudo
Você mais forte se tornou
Somente porque lutou

Raul Riul

POSTAGEM POR: LARISSA

19/09/2018

[Textualizando] Vida que segue

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Hoje eu trouxe para vocês um poema maravilhoso do livro "100 poemas", do escritor César Barros. O livro já foi lido e resenhado por mim aqui no blog e quem leu minha resenha sabe o quanto amei ler essa obra. Então vamos conferir o poema?!

Vida que segue

Vida, para onde vai com tanta pressa?
Ontem crianças, hoje jovens, amanhã adultos, depois de amanhã velhos.
Vida, diga-me para onde vai com tanta pressa.
Ontem brincava, hoje estudo, amanhã trabalho, depois de amanhã estou aposentado.
Vida, eu insisto, por que tanta pressa?
Ontem engatinhava, hoje ando, amanhã corro, e depois de amanhã ando de bengala.
Vida, explique-me o porquê de toda essa pressa?
Ontem imaginando histórias, hoje lendo histórias, amanhã fazendo história, depois de amanhã apenas contando histórias.
Vida, para onde vai com toda essa pressa?
A vida não responde as minhas indagações, mas deixa um conselho:
Viva! Enquanto você está questionando, eu estou passando.

César Barros

POSTAGEM POR: LARISSA

20/06/2018

[Textualizando] Expectador

Olá, livreiras e livreiros! Hoje viemos trazer para vocês um poema, retirado do livro "Escritos autorais", da escritora Brenda Rodrigues. O livro será resenhado em breve aqui no blog, mas, enquanto isso, fiquem com uma amostra grátis desse livro incrível! Vamos conferir?!

Expectador

Meu coração está morto
A muito tempo não enxergo vida
Por onde passo, por onde ando
Estou sempre sozinha...

E nada vem me alegrar
A melhor coisa, nada pode me causar
Simplesmente passa
Facilmente segue
E eu sigo sozinha...

E eu já vi de tantas coisas
Tantos lugares, tantas pessoas
O amor nobre e a triste morte
Eu vi a guerra, e tive sorte
De ter conseguido amar...

Mas nada dura para sempre
Essa é uma vida decadente
Sem esperanças, sem sonhar
Só a verdade posso buscar

E nesse mundo estou sentada ao meu espelho isolador
Olhando tudo aqui de dentro
Sou eu um triste espectador.

Brenda Rodrigues

POSTAGEM POR: LARISSA E VIVIANE

14/03/2018

[Textualizando] A idade de ser feliz

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Hoje eu trouxe para vocês um poema muito bacana que encontrei no site Pensador e que nos faz refletir um pouco sobre a vida e o "agora". Vamos conferir?!

A idade de ser feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e sorrir e cantar e brincar e dançar
e vestir-se com todas as cores
e entregar-se a todos os amores
experimentando a vida em todos os seus sabores
sem preconceito ou pudor

Tempo de entusiasmo e de coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo,
de novo e de novo, e quantas vezes for preciso

Essa idade, tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem apenas a duração do instante que passa...
... doce pássaro do aqui e agora
que quando se dá por ele já partiu para nunca mais!

Geraldo Eustáquio de Souza

03/01/2018

[Textualizando] Mais um ano

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Sabemos que já estamos no dia três de janeiro, porém não poderíamos deixar de trazer uma postagem especial desejando à todos que nos acompanham um feliz ano novo, com muita paz, saúde, alegria, realizações, sucesso etc. Trouxemos para vocês um poema muito bacana que encontramos no site Mensagens com amor. Vamos conferir?!

Mais um ano

Busque em um ano novo
Aquilo que você não pode procurar no velho.
Seja aquilo que você não foi
E o que você não pode ter se arrependido de ter sido.

Sorria pelas coisas simples da vida
E por todas as coisas que você esqueceu de sorrir.
Ame mais intensamente todos os seus amores
Só não se esqueça de amar mais ainda os que você não retribuiu.

Seja quem você sempre foi
Mas seja melhor ainda.
Acorde feliz por um novo dia
Sempre se lembrando que ele não vai acontecer de novo.

Compartilhe suas emoções
Sabendo que algum dia você pode ficar sem alguém para senti-las.

Jean Lacerda

15/11/2017

[Textualizando] Lamentar não vai trazê-lo de volta (conto) + 15 de dezembro de 1997 (conto)

Olá, livreiras e livreiros! Hoje viemos trazer para vocês mais dois contos premiados daquele projeto que falamos na semana retrasada para vocês, lembram? Tivemos que trazer dois contos hoje porque estamos atrasadas com as postagens, hehe... O primeiro conto é da aluna Rafaela Rodrigues, que ganhou o 2º lugar na categoria Conto Psicológico; e o segundo conto é da aluna Lavínia Soares, que ganhou o 1º lugar, também na categoria Conto Psicológico. Vamos conferir?!

Lamentar não vai trazê-lo de volta

Eu estava confusa, precisava de uma forma de me salvar. Quando ele apareceu no verão passado. Não pensei duas vezes, agarrei-me àquela esperança de ser salva. Eu estava perdendo minhas cores, e ele me coloriu novamente. Agora se foi. Tudo que faço e aonde vou, lembro-me dele. Tínhamos tantos sonhos, fizemos tantos planos. Este parque me lembra ele, um jogo que inventou para se livrar dos tênis que ganhara em seu aniversário.

- A gente joga o tênis e mede com a fita métrica, quem jogar mais longe vence...

- Para que medir, Dante?

- Para saber quem jogou mais longe, Margot!

- Isso é só um jogo! Medir não é importante.

- Para mim é!

- Okay, vamos logo com isso...

Ele sempre dizia:

- Li em um livro que poemas são como pessoas, alguns você entende de primeira, outros são inescrutáveis.

Penso que me encaixo na parte do "inescrutável". É tudo tão complicado... Mas parece que para ele não era. Chorava na frente das pessoas e não tinha vergonha, demonstrava que amava seus pais a todo momento, sabia ser cuidadoso com as pessoas, sabia ser cuidadoso com as palavras.

Ele me amava, eu sabia disso. E eu o amava, ele sabia disso. Como um menino tão doce, gentil e amável interessou-se por uma menina tão amarga e triste? Éramos como o sol e a lua, o verão e o inverno, a alegria e a tristeza. Se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa, ele, o furacão. Notei que se pensasse mais neste assunto começaria a chorar e não quero que as pessoas pensem que sou fraca e frágil.

Entro no meu carro e ligo o rádio, na esperança de espantar aquelas lembranças. Não adiantou, a música que está tocando é Asleep do The Smiths, a música preferida dele. Lembro-me daqueles olhos que até hoje não sei exatamente a cor, ora verdes, ora azuis. E lembro-me da gente indo para um lugar deserto, onde não havia nenhuma poluição luminosa só admirar as estrelas... Como eu ainda tenho coragem de entrar nesse carro? É tudo culpa minha! Se eu tivesse tomado mais cuidado... Minha mãe sempre diz que me culpar e lamentar não vai trazê-lo de volta. E ela tem razão.

Depois de um longo dia, ele foi para a minha casa, e eu disse que queria sorvete...

- Não tem sorvete aqui.

- Então eu vou comprar.

- Mas está chovendo, a estrada é perigosa!

- Não ligo.

- Me espere, vou também, não quero ficar aqui sozinho.

E, realmente, a estrada estava perigosa. Eu estava em alta velocidade, havia um penhasco, o carro derrapou, caiu. Me machuquei muito, mas melhorei rápido. Ele ficou uma semana no hospital, mas não resistiu. Quando recebi a notícia, meu mundo desabou, era uma dor que não cabia dentro de mim, queria gritar até perder a voz, mas apenas chorei, chorei como uma criança. E o que me matou foi o olhar da mãe dele.

Sinto falta, um pedaço meu foi arrancado sem dó nem piedade. Sinto falta de perder as discussões, de seguir as regras dos jogos que ele inventava (mesmo achando idiota), sinto falta de rir das piadas bobas que ele fazia.

Se eu tivesse tomado mais cuidado... Lamentar não vai trazê-lo de volta.

Rafaela Rodrigues

15 de dezembro de 1997


Ainda me lembro perfeitamente da extrema angústia que sentia em meu peito naquela noite de 15 de dezembro de 1997, em uma banheira com água morna no quarto 230 do Hotel Valenttine. Hoje quase 20 anos depois, minha mente parece um toca fitas e as lembranças de Elizabeth Rose são um k7, com uma música docemente depressiva.

Aqui sentado na lanchonete da Rua Quatro, me lembro como conheci Beth. Terceiro ano do colegial, primeiro dia de aula, era pra ser mais um dia medíocre com a professora de química tentando me fazer entender fórmulas que nunca mais usaria na minha amarga vida. Quando então, a porta abriu e o mundo parou. Um presente de Deus vindo do Alasca, eu nem sabia que existiam seres humanos lá, quanto mais uma escultura humana, de cabelos ondulados, pele de pétalas de copo de leite, olhos negros como preciosas pérolas negras e um sorriso tão radiante que derreteria toda a Antártida, como o de Elizabeth Rose.

No intervalo, me sentei no mesmo lugar de sempre, lendo um livro para a aula de literatura, mais umas das odiáveis historinhas de amor platônico, estava quase vomitando em cima das páginas, mas em meu coração pressentia que logo iria vivenciar aquela história. Ela estava lá, sentada do outro lado do refeitório, perdida, sem ter com quem desabafar sobre a tristeza que foi ter que abandonar seus amigos, colégio e lugares preferidos da antiga cidade. Tomei coragem, respirei fundo e fui falar com ela.

- Oi! Elizabeth, não é?

- Isso! Olá...Desculpe, são muitos nomes novos para decorar...

- Júlio.

E conversamos. Aquele dia, no outro e no outro, quando percebemos não ficávamos um dia sem nos falar. Meu pressentimento estava errado, ela também se apaixonou. Demos nosso primeiro beijo. Éramos namorados.

Chegou o dia da nossa formatura e como ótimos odiadores de festas que éramos nem pisamos os pés naquele ginásio cheio de balões, confetes e polaroids de pais orgulhosos. Fomos para Londres, ela e eu. Andamos de mãos dadas nas ruas frias e mesmo em uma temperatura de menos cinco graus, suávamos com o calor da nossa paixão, eu podia ver o brilho no olhar dela olhando para o céu, para as pessoas, para o Big Bem. Eu pertencia somente à Elizabeth Rose, mas ela não pertencia a mim e sim ao mundo.

Fomos para o hotel. E foi um ataque, tão rápido... Quando percebi o amor da minha vida estava caída no chão, sem vida, seus lindos olhos negros já não brilhavam... 15 de Dezembro de 1997, em uma chão frio, no quarto 230 do Hotel Valenttine, estava a mais bela mulher, morta, e eu em uma banheira com água morna, com lágrimas nos olhos e uma dor enorme no peito.

Hoje estou aqui na mesa da lanchonete da Rua Quatro, com a vigésima primeira Elizabeth à minha frente. No rádio está tocando "Don't Speak" da banda No Doubt, era a música preferida da minha amada Beth. Quando a música acabar, vou deixar o dinheiro em cima da mesa e sair sem me despedir de mais uma tentativa fracassada de achar outra como minha amada. Vou para o refeitório daquele colégio, me sentar no lugar onde conversamos pela primeira vez, até me expulsarem de lá pela vigésima primeira vez, ou até eu dar um ataque, como aquele que dei no dia 15 de Dezembro de 1997, quando matei Elizabeth Rose, com a idéia de que se ela não me pertencia, também não pertenceria ao mundo.

Lavínia Soares

01/11/2017

Textualizando: A vida fora da comunidade (conto)

Olá, livreiras e livreiros! Recentemente a Patrícia Brito, parceira do blog e amiga, colaborou com um projeto literário, onde os alunos de uma escola escreveram contos e ganharam uma classificação. A Paty teve o prazer de poder acompanhar e poder parabenizar pessoalmente estes futuros escritores (quem sabe?!) maravilhosos e cheios de talento. Iremos postar aqui no blog os contos premiados, que serão postados também no blog Leituras Plus, e esperamos muito que gostem. O conto abaixo é da aluna Léia Souza, que ganhou o 3º lugar na categoria Conto Social. Vamos conferir?!

A vida fora da comunidade

Em uma pequena comunidade moram Lucas e seus pais. Estes já idosos não conseguiam mais trabalhar e Lucas, mesmo estudando, trabalhava a noite como garçom em um restaurante para ajudar sua família.

O rapaz sofria muito, pois além de pertencer a uma comunidade, era negro e com um jeito de falar muito simples. Por conta disso era muito ofendido pelos clientes, mas não podia reclamar, uma vez que aquela era a única oportunidade que teve para ajudar seus pais.

Numa certa noite chegou um rapaz e o jovem Lucas logo foi atendê-lo:

- Oi, boa noite!

O rapaz, que estava acompanhado de uma moça, responde:

- Boa estava antes de você ter vindo até aqui.

E olhando em volta esbravejava:

- Não quero ser atendido por esse negro e além de tudo é favelado! Chamem outro garçom! De preferência "gente" e não esse favelado!

Naquele dia Lucas foi para casa muito triste, no caminho encontrou seus amigos e ao verem aquele triste semblante, logo perguntaram:

- Como vai "mano", tudo "em cima"?

- Não muito... Perdi meu "trampo"... Como vou ajudar meus pais agora?

- Já é mano, vamos dá um jeito!

- Como "véi"?

- Deixa com "nóis"!

Lucas começou a se envolver com drogas e outros rolos e seus pais que sonhavam tanto em ver o filho se formar em Medicina, pois esse era o maior sonho dele, num dos assaltos que começara a praticar, Lucas é atingido por uma bala perdida e vem a falecer. Nem fome, nem miséria, nem coisa alguma doeu mais naqueles pobres e desamparados velhos que a morte do seu único filho.

Mais um sonho que nunca iria se realizar.

Léia Souza

05/07/2017

Textualizando: Jim (conto)

Olá, livreiras e livreiros! Depois de "anos", finalmente a coluna "Textualizando" deu as caras por aqui, haha. Dessa vez o texto não é meu, e sim de um escritor parceiro do blog e muito querido. Aliás, esses dias foi o aniversário dele, então deixamos aqui a nossa parabenização também... Vamos lá!

Jim

Eu o vi pequenininho quando chegou aqui em casa. Só tinha osso e cabeça. Acho que o leite que bebeu era hiper-super-desnatado, se é que ele mamou alguma coisa. Parece ter sofrido muito o bichinho. Coitadinho. Até quem não gostava de bicho sentia pena daquele cachorro. Desviou e prendeu os olhares de todo mundo. Causou ciúmes, causou inveja. Todos adoravam brincar com ele e fazer carinho.

O seu primeiro presentinho foi uma bola, mas não era como a de futebol, pois lembrem que Jim era pequenininho. Ele adorava observar a bola indo de lá para cá, de cá para lá, onde parecia querer dizer alguma coisa, era demais.

Em um belo dia de sol, aproveitei um momento dele parado ao lado de um vaso de planta, daquelas bem verdinhas, como que se esperasse algum acontecimento, algum barulho em algum lugar ou inventar alguma palavra. Então, aproximei-me dele e tirei uma fotografia. Estava ele ali estirado, relaxado, expondo a língua para os quatro cantos da boca, parecendo estar com um sono muitíssimo atrasado. Foi quando Jim olhou para mim e reparei que aquela linda imagem de infância do nosso neném era daquelas de viver marcada na memória. Ficou registrada.

O tempo foi passando e com isso o mundo foi formando um novo colorido. Tudo era novidade na vida de Jim. E ele não conseguia conter a curiosidade das coisas, do mundo ao seu redor e parecia querer gritar de felicidade quando, que em um momento inesperado, ao chegar o carteiro, ele disse: – au, au, au, au, au...

Marquinhos Paralama

23/11/2016

Textualizando: Os livros (crônica)

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim! Então, nessa nova coluna irei postar meus escritos de todos os tipos (crônica, poesia, conto, etc), pois, para quem não sabe, também gosto de escrever. É claro que não sou uma escritora profissional nem nada disso, mas textos sempre fizeram parte da minha vida, principalmente por causa da escola, lugar onde sempre tive/tenho que escrever. Então, se é algo que eu gosto de fazer, porque não compartilhar com vocês?

A crônica que eu trouxe hoje foi escrita porque na minha escola todos os anos eles fazem um concurso literário, que funciona da seguinte maneira: os alunos escrevem uma poesia, crônica ou conto e os selecionados pelos professores são lidos e depois eles anunciam os ganhadores (primeiro, segundo e terceiro lugar de cada categoria). Pela primeira vez, fui selecionada para a fase final, e qual foi minha surpresa? Ganhei primeiro lugar! Então vamos conferir minha crônica?!

Os livros

Livros... Ah, os livros! Aqueles pequenos objetos, aqueles "montes de folhas" que nos fazem pensar, refletir e imaginar tantas coisas.

Os livros nos fazem viajar sem sair do lugar, formar opiniões, pensar em novas ideias, ter assunto para conversar e, principalmente, ver as coisas de forma diferente.

As melhores partes do dia são quando vou à livraria, quando é hora de ir na biblioteca da escola para pegar um novo livro ou até quando fico em casa, apenas observando meus livros e decidindo qual o próximo que vou ler. São coisas simples do cotidiano, mas que me fazem muito feliz.

John Green, Kiera Cass, Nicholas Sparks, John Boyne, James Patterson, Harlan Coben, Machado de Assis ou Stephen King? Qual será o próximo? Será que vou entrar em um mundo de fantasia? Ou será que agora é a vez de um romance? Terror, talvez? Quem sabe humor... Bom, acho que vou em um clássico! É isso!

Muitas pessoas não conhecem esse prazer que é o simples ato de ler. Uma das coisas que eu sempre faço é influenciar as pessoas à minha volta a ler, assim como minha mãe fez comigo. Ela é uma mulher inteligente, e está sempre me presenteando com livros, pois ela sabe que assim pode mudar o mundo, como dizia Mario Quintana: "Livros não mudam o mundo, quem muda são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.".

Acredito que quem não lê, vive uma vida "tediosa", digamos assim. Eu sempre digo que se você não gosta de ler, é porque ainda não encontrou o livro certo para você. Por isso, leia e mude o mundo! Presenteie alguém com um livro e assim você estará mudando uma vida!

Larissa Dutra

- Se encontrar algum erro de escrita, por favor, me avise nos comentários.
- Você pode publicar meu texto em algum outro lugar, desde que me avise nos comentários e dê os devidos créditos.
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