12/10/2018

[Resenha] S.O.S internato: a marrenta tá na área! | Paula Cristina

S.O.S internato: a marrenta tá na área

Autor(a): Paula Cristina
Editora: Autografia
Páginas: 500
Resenha por: Larissa
Avaliação: 3/5
Compre: Editora

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Emily Madson nunca foi uma garota fácil de lidar, mas tudo sempre piora quando é preciso se enfrentar um luto profundo. Perdas transformam, destroem e com ela não seria diferente.

Ela sentia tudo na intensidade de um abismo. O amor e a dor se misturavam na loucura caótica de seus dias de rebelde sem causa.

Destruindo tudo que restará da paciência da mãe incompreensível, Emily é mandada para um internato.

Agora separada de sua liberdade, ela busca formas de não enlouquecer e sobreviver.

Estando em constante guerra consigo mesma a garota de cabelos azuis, passa a transformar tudo e todos com sua forma diferente de ver o mundo. Com sua forma de criar cores para sua vida sem graça.

Um verdadeiro furacão adentrando em vidas que precisavam de uma bagunça, que precisavam exatamente daquela garota.

Resenha: Após a perda do pai e do irmão, Emily Madson tornou-se a típica adolescente que ninguém segura, muito menos sua mãe. Não tendo mais paciência com a filha, Edna resolve colocar Emily em um colégio interno, e é claro que a garota opõe-se totalmente à essa ideia, mas acaba tendo que ir.

Chegando no seu mais novo colégio, após ter sido expulsa de vários anteriormente, Emily, logo no primeiro dia, já vai parar na diretoria diversas vezes. Ou seja: nem o novo colégio consegue parar a Madson.

"Meu jeito de ser não tinha nada a ver com atenção como muitos pensavam, ele era apenas a forma que eu achei de colorir o mundo sem graça ao qual eu estava presa."

É nítido que a mãe de Emily não gosta dela, e mais nítido ainda que ela culpa a filha pela morte do seu irmão, Miguel, que deixou em Emily um sentimento de culpa eterna.

Emily tem um melhor amigo, Matheus, que é a única pessoa que parece importar-se de verdade com ela, agora que Miguel se foi. Os dois estão sempre juntos e ele é muitas vezes - na verdade, quase sempre - a salvação dela. Após Emily ter ido para o colégio interno, Math deu um jeito e acabou indo junto com ela.

No novo colégio Emily faz alguns amigos e, como já era de se esperar, alguns inimigos também.

É um livro relativamente grande, mas pode ser lido rapidamente se comparado ao seu tamanho, já que é narrado por adolescentes e não tem nada muito rebuscado na escrita. Aliás, o narrador é trocado diversas vezes durante a leitura, ou seja, todos os personagens narram alguma parte do livro, o que é ótimo para sabermos o que se passa na cabeça de cada um.

Uma coisa que me incomodou no livro foi a romantização do suicídio. Emily se automutila e tenta por diversas vezes se suicidar, e isso foi tratado aparentemente como algo normal durante a estória inteira. Ela tinha diversos amigos e professores no colégio - que sabiam do seu estado -, mas ninguém buscou tratamento ou procurou ajudá-la.

Em suma, neste livro temos uma protagonista independente, forte, destemida e amiga, que esconde suas dores e sentimentos atrás de um sorriso e está sempre tentando alegrar todos ao seu redor. Ao mesmo tempo em que damos altas risadas com as coisas que Emily apronta, também sofremos com suas dores, principalmente a da culpa pela morte de seu irmão.

"Existem momentos que nos tiram o chão, não de uma forma boa, mas sim cruel. É como estar se afogando, você tenta nadar ou encontrar o chão, mas tudo que você consegue é engolir um pouco mais de água e perder ainda mais o fôlego. Existem momentos em que você simplesmente é arrastada para o seu inferno pessoal e por mais que você tente, não pode sair de lá porque está preso, esse é o seu castigo."

8 comentários:

  1. Emily é aquele tipo de garota problema que só precisa de amor, né?
    Não conhecia esse livro e ele é grande. Mas que bom que nem dá pra sentir a quantidade de páginas enquanto lemos. Gostei da sinopse e fiquei com vontade de conhecer melhor essa protagonista tão problemática.

    Sai da Minha Lente

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  2. Quando conheci esse livro e não me interessei por ele e agora que vi um pouco mais sobre a trama eu realmente acho que fiz uma boa decisão em não querer ler. Gostei bastante de ver a sua sinceridade na resenha e o fato de ter essa romantização de suicídio me deixa bem triste.

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  3. Oii, tudo bem?

    Comecei a ler sua resenha e fiquei bem interessada para dar uma chance ao livro, mas depois de saber que tem romantização do suicídio, eu perdi toda a vontade de embarcar nessa história. Passo a dica.
    Beijinhos!!

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  4. Oi, Larissa!
    Eu achei a premissa bem interessante, mas uma vez que o assunto de automutilação e suicídio não é tratado com o cuidado que merece, não sei se é uma leitura que eu queira desbravar.
    Bjs
    Lucy - Por essas páginas

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  5. Achei a capa do livro bem legal, não conhecia. Essa parte da romantização do suicídio eu precisaria entender melhor, já que estou procurando alguns livros para presentear os alunos no último dia de aula, mas como professora, acho essa questão complicada, visto que a depender do que a gente diga, pode piorar.

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  6. Man, não tem como esse livro ser mais perfeito. Li ele quando ainda estava disponível no wattpad, li duas vezes e ainda não superei!

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    Respostas
    1. Meu deus, eu também! Um dos livros mais marcantes da minha vida e nunca superado. Essa é a lei da vida, não é feita por mim.

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  7. Alguém sabe aonde eu posso ler esse livro de graça?

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