03/07/2020

[Resenha] A guerra que salvou a minha vida | Kimberly Bradley

A guerra que salvou a minha vida

Autor(a): Kimberly Bradley
Editora: Darkside
Páginas: 240
Resenha por: Viviane
Avaliação: 5/5
Compre: Amazon / Submarino




Sinopse: A Guerra que Salvou a Minha Vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e - entre um parágrafo e outro - lagrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um "pé torto" como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

Resenha: Nesta emocionante estória vamos conhecer Ada, uma garotinha de aproximadamente dez anos, e seu irmão, Jamie. Os irmãos vivem na Inglaterra, no ano de 1939, quando a Segunda Guerra Mundial está prestes a começar.

Ada nasceu com uma deficiência no pé, que só piorou por não ter tido acompanhamento médico devido a uma mãe negligente, mãe esta que sempre manteve a garota presa e escondida por vergonha de seu problema. A menina fazia suas necessidades em um balde, arrastava-se pelo chão e ainda tinha que cuidar do irmão mais novo.

Com a chegada da guerra e os rumores de que a cidade das crianças seria bombardeada, algumas crianças estavam sendo levadas para um lugar seguro; Jamie fica sabendo, conta para Ada e os dois decidem fugir, o que foi extremamente doloroso para Ada, devido sua deficiência, mas as crianças conseguem.

Ao chegar ao destino, as crianças iam sendo escolhidas por seus futuros tutores, mas a aparência de Ada e de Jamie era tão asquerosa que ninguém os escolheu. A responsável por achar um lar para as crianças levou-as até uma moça, srta Smith, que não queria de jeito nenhum ficar com eles, mas acabou cedendo.

Srta Smith parecia ser uma solteirona, que carregava uma grande dor na alma, o que tornaria a aproximação dos três bem difícil, já que Ada também carregava muita dor e mágoa, e Jamie, por ter apenas seis anos, sentia falta da mãe. A primeira coisa que Srta Smith fez foi dar banho nas crianças e tratar os ferimentos de Ada, depois os levou ao médico, que constatou que estavam severamente desnutridos e disse que se Ada tivesse recebido assistência desde que nasceu, poderia ter consertado o pé.

As crianças tinham muito medo de sua tutora e sempre que faziam algo errado temiam que ela batesse nelas, coisa que nunca aconteceu. No pátio da srta Smith tinha um pônei, e Ada aprendeu sozinha a montar. Porém, mesmo as coisas correndo bem, a srta Smith sempre deixava claro que não os queria ali, e Jamie sentia muita falta de casa, mas Ada não queria voltar nunca mais. Srta Smith escrevia muitas cartas para a mãe das crianças, sempre sem respostas.

"Não me importava que a Srta Smith fosse horrível. Estávamos acostumados com a mãe."

As bombas então chegam até onde as crianças estão e elas precisam construir bunkers para se protegerem, situação que causa claustrofobia e pânico em Ada, mas nada comparado ao dia em que a mãe apareceu para buscar as crianças, bem no auge da guerra.

Sabe aquele livro que a gente lê com o coração apertado, com aquele nó na garganta, uma vontade de tirar a personagem do livro e cuidar dela? "A guerra que salvou a minha vida" é assim. Em meio a tanta dor e tristeza que deve ser uma guerra, uma criança se sentir melhor no meio de estranhos do que dentro do seu próprio lar é de partir o coração. Ada deu uma grande lição para nós que reclamamos de coisas tão sem sentido todos os dias, nos ensinando a ter empatia e resignação. Com certeza é um livro que todos devem ler.

01/07/2020

[Lidos do mês] Junho | 2020

Olá, livreiras e livreiros! Hoje viemos trazer para vocês nossas leituras de junho, que até que renderam, rs. Vamos conferir?

Larissa




- Dia de los muertos | Vários autores (5/5)
- História de um grande amor | Julia Quinn (4/5)
- A soberba poesia entre luz e trevas | Darlon Carlos (3/5)
- O que escolhemos perdoar | Juliana Dantas (3/5)
- Rodrick é o cara | Jeff Kinney (5/5)
- O que acontece em Londres | Julia Quinn (5/5)
- Pensamentos desconexos | Larissa Dias (4/5)
- Dez coisas que eu amo em você | Julia Quinn (4/5)

Viviane




- Proezas, percalços e passatempos perigosos | J.K. Rowling (5/5)
- Um guia imperfeito e impreciso | J.K. Rowling (5/5)
- Poder, política e poltergeists petulantes | J.K. Rowling (4/5)
- Malévola - dona do mal | Elizabeth Rudnick (5/5)
- Um caminho para a liberdade | Jojo Moyes (5/5)
- Medicina dos horrores | Lindsey Fitzharris (4/5)
- Mil beijos de garoto | Tillie Cole (5/5)

POSTAGEM POR: LARISSA E VIVIANE

29/06/2020

[Resenha] Dia de los muertos | Vários autores

Dia de los muertos

Autor(a): Vários autores
Editora: A arte do terror
Páginas: 311
Resenha por: Larissa
Avaliação: 5/5
Compre: Amazon




Sinopse: Segundo a crença popular, no Día de los muertos, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos. E pensando nisso, A Arte do Terror traz em sua sétima coletânea, histórias que narram essa passagem, e farão o encontro entre os mortos e os vivos se tornar uma experiência que irá prender os leitores nas narrativas de nossos autores. Há quem diga que é praticamente impossível mensurar a energia que emana dessa celebração. É um reencontro de amores, paixões, amigos, inimigos, afetos, desafetos e gerações. Com esse pano de fundo, convidamos você a se deleitar nesse cenário. Um reencontro de amores? Um acerto de contas entre rivais? Enterrar de vez aquele desafeto? Reviver um medo que estava adormecido? Enfrentar frente a frente o passado? Venha celebrar a morte conosco...

Resenha: "A arte do terror" é um projeto literário que publica diversas antologias do gênero terror, e "Dia de los muertos", que tem como tema essa festividade que é cultura no México, é o sétimo livro publicado por eles, no qual minha mãe e dona deste blog participa com um conto. A seguir vou falar um pouquinho de cada conto, então se preparem, pois são vários.

Hay que respetar a los muertos - Agostino Gonzaga: Um ferreiro que não acreditava na santidade do dia dos mortos tem um sonho com seu falecido pai um dia, e decide reparar seus atos e crenças.

Alegra - Alison Silveira Morais: Esse conto está dividido em duas partes e vai nos contar a estória de Alegra, uma menina que, cansada de ouvir os pais brigarem, passa a se refugiar em um lugar abandonado, junto com seu melhor amigo.

A garota do site - Ana Rosenrot: Após os amigos de Marcos terem criado um perfil para ele em um site de encontros, o rapaz - que nunca foi dado a esse tipo de coisa - resolve entrar no jogo e ver o que consegue com as mulheres no site. Ele acaba marcando um encontro com Letícia no dia de finados em um bar. O desfecho da estória foi de arrepiar.

O barqueiro - Brenda Sales: Juan Miguel está fazendo dezessete anos bem no dia dos mortos, e resolve comemorar com seus amigos nas Trajineras. Quando ele está a caminho do local combinado, porém, começa a sentir arrepios e a ouvir coisas estranhas.

"Nervoso, o garoto recordou dos mitos sobre os mortos saírem do inframundo, universo onde residem as almas, para visitar suas famílias, neste dia sinistro."

Mensagem - Debrittus: Está próximo do dia dos mortos, e Miguel, que antes adorava comemorar como todo mundo, após um acontecimento trágico passou a preferir ficar sozinho em seu quarto; ele vai então nos contar o porquê do trauma relacionado a esse dia. Confesso que boa parte do conto deixou-me arrepiada, mas o final foi muito inesperado e trouxe-me conforto.

Dráguila - Eduardo Canesin: Paulo sempre foi um homem ambicioso, que desejava o poder e um bom status. No dia dos mortos, ele resolve ir para o México, tanto para descansar com sua namorada, Júlia, após passarem por turbulências no relacionamento, quanto para fazer uma outra coisinha.

A múmia de Luchezi - Emmerson Bruno: Luchezi está morrendo, então pede para que seu amigo Racine, que é médico, vá até sua mansão para que ele possa partir em paz. O médico vai e faz uma promessa para Luchezi, promessa esta que o quase morto não esquecerá até ser cumprida.

Carmen - Gabi Bilangieri: Lorenzo está em uma festa de dia dos mortos com Luna, irmã da sua falecida esposa, que morreu em um acidente - talvez não tão acidental -, e no caminho de volta para casa tem uma surpresa.

Acerto de contas - Giórgia Neiva: Joana está em sua casa esperando sua amiga, Francisca, para irem juntas para a festa de dia dos mortos. Quando Francisca m começa a demorar demais, Joana decide ir sozinha para o cemitério - local onde ocorrerá a festa -, porém, ao chegar lá, não vê pessoas e nem barulhos que indiquem que uma festa esteja acontecendo.

Dia de visita - G. Schrago: Nesse conto temos uma mãe, que começa falando sobre seu filho, Ben, e o quanto ele é diferente e especial. Não posso falar muito, mas devo dizer que foi um dos contos que mais me surpreendeu.

Três noites - Henrique Santos: Nesse conto temos um velho caminhando por um cemitério enquanto conversa com um jovem que está prestes a ser iniciado em uma das seitas de magia negra da cidade.

Te quiero de vuelta, mi niña... - Humberto Lima: No dia dos mortos Josué vai até o túmulo de sua amada, Celestina, para colocar em prática um plano que supostamente trará a falecida de volta ao mundo dos vivos.

Exílio - Inffinitt: Em um lugar isolado, uma velha senhora bondosa, que ajuda a todos que necessitam, preparando chás e tinturas, vive com seu neto. Porém, nem tudo mundo enxerga a bondada da senhora, muitos querem o seu mal, e um dia a maldade que desejam para ela é concretizada.

O caso do barão de Exeter - Isabel K. Sparks: Dr. Willians é acordado no meio da noite para ir até a mansão Taylor, onde encontra a dona da casa amarrada em uma cama, aos gritos, e falando coisas estranhas.

Reencontro macabro - Jacqueline Souza: Miguel e Consuelo formavam um casal de jovens inseparável e admirado por todos. José, irmão de Miguel, porém, não gostava nada desses dois juntos, pois ele queria Consuelo para ele. Um dia, então, José toma uma decisão, mas seu plano acaba dando um pouco errado.

Brás Cubas contemporâneo - Jean Ventura: Diferentemente de todos os contos anteriores, nesse vamos conhecer o lado de um homem já morto, Fernando, que descobre que poderá vir para o nosso mundo no dia dos mortos, para assim se vingar de todos que lhe fizeram mal.

"A vida aqui no submundo é diferente. Enxofre, lágrimas e sofrimento. Talvez seja por isso que em uma série, o meu chefe Lúcifer, vem dar uma volta no meu antigo planeta. E talvez seja por isso mesmo que ele não quer voltar pra cá."

Lascívia - Kadu Hammett: No dia dos mortos, além de visitar os entes queridos que ficaram em nosso mundo, alguns mortos querem também vingança, e é por isso que Bela, sua amada, e Raul, seu inimigo, vêm ver Juan nesse dia.

Caçadores de zumbis - Lu Evans: É dia de finados, e Salomão, Marcelo e Alberto, três jovens entre 13 e 14 anos, vão colocar em prática um plano que fizeram para pegar o Corpo-Seco - um homem que era tão ruim que quando morreu nem o diabo ou Deus quiseram, por isso passou a viver como um zumbi, perambulando durante a noite e assustando os moradores.

Dezenove horas - Lucas Vilela: Celina é uma mulher de quase noventa anos que está muito abalada no dia dos mortos. Ela tem um sonho com seu amado, já falecido, Alejandro, no qual ele conta que virá buscá-la mais tarde.

O rosto da morta - Lúcia Helena Gomes: Frederico é um brasileiro que quando viajou para o México foi convidado por seu amigo para ir a uma comemoração de dia dos mortos. Lá ele conheceu Isabel, uma moça encantadora, porém algo terrível aconteceu.

Festim do morto - Marione Cristina Richter: Fernandes, um homem que passou dez anos na cadeia por um crime cometido por Paulinho, um colega de trabalho, resolve usar o dia dos mortos ao seu favor, trazendo do outro mundo a alma de um serial killer, para vingar seus anos preso.

Querida Matilda - Meg Mendes: Ao perder sua filha, Matilda, que é também sua única família, Javier, aproveitando que é dia dos mortos, pois o véu entre os dois planos fica mais fino, resolve tentar um feitiço para trazer sua filha querida de volta, porém o feitiço acaba dando um pouco errado...

Olho por olho, dente por sangue - N.A. Rondán: Sabem aquela tradição da máfia de que quando o patriarca morre, o filho mais velho assume? Então, essa tradição tornou-se uma competição na família Mortillo, pois Angel e Cristian eram gêmeos; Angel era tranquilo, enquanto tudo o que Cristian queria era a morte do irmão, para assumir o poder.

O vendedor de caveiras - Rangel Elesbão: Señor Juan é um famoso vendedor de caveiras decoradas para o dia dos mortos, porém as almas querem vingança.

Flores de papel crepom - Rangel Elesbão: É dia dos mortos, o dia tão aguardado por Adrian De La Cruz, que vai até o cemitério para encontrar sua amada, Filipa Cantú, porém ela não está mais da mesma forma que ele se lembra.

Espírito de vingança - Rodolfo Willian Ferraz: Nesse conto temos um homem que, desejando a morte do próprio pai por almejar o poder que ele tem, faz um ritual no dia dos mortos para invocar um espírito que faça o trabalho para ele.

Dirigindo para a morte - R. R. Oliveira: É Halloween e Rafael, um taxista de aplicativo, vai até um cemitério para buscar uns clientes um tanto quanto inusitados.

Festa dos mortos - Rozz Mcs: No dia dos mortos Juan vem para o nosso mundo com o objetivo de matar seus assassinos. Ele reencontra também Paula, sua ex mulher, porém ele está diferente, não é mais o mesmo que era quando vivo.

Hermanos - Thiago Guimarães: Miguel Hernandez e Gabriel Romano eram melhores amigos inseparáveis, porém tudo desandou quando Miguel disse que ia casar-se com a mulher pela qual Gabriel era apaixonado também.

A promessa - Vitor G. Munerato: É dia dos mortos e, consequentemente, dia de festa, então o personagem decide sair da cidade, pois não curte estas festividades. Ele perdeu a esposa e o filho ainda não nascido há algum tempo, e fez uma promessa, que agora sua esposa vem cobrar.

Cravo de defunto - Viviane Dutra: E por último (os últimos serão os primeiros), mas com certeza não menos importante, o melhor conto dessa antologia (eu babo ovo mesmo, gente), o da minha mãe. Nesse conto vamos conhecer Marcelo, que ao perder seu amigo de infância, João, sente-se um tanto aliviado, pois sempre foi zoado pelo amigo. Depois de algumas noites em claro, Marcelo resolve levar flores para João, porém as coisas começam a ficar um tanto estranhas a partir daí...

"A mulher disse-lhe que a flor mais indicada para a ocasião seria ‘cravo de defunto’; Marcelo achou o nome da planta horrível, mas bem apropriado para João, pois era isso mesmo que ele era - um defunto -, e tinha que parar de atormentar o sono do rapaz, antes que este enlouquecesse."

Eu gostei bastante do livro, e pretendo ler também as outras antologias do projeto. Meus contos favoritos foram "Cravo de defunto", "Dia de visita", "Querida Matilda", "Espírito de vingança", "Mensagem" e "Festim do morto".

26/06/2020

[Resenha] Nove desconhecidos | Liane Moriarty

Nove desconhecidos

Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Resenha por: Viviane
Avaliação: 4/5
Compre: Amazon / Submarino




Sinopse: Nove pessoas se reúnem em um spa bem distante da cidade. A quilômetros da civilização, sem carro nem celulares, elas não têm qualquer contato com o mundo exterior. Apenas tempo para pensarem em si mesmas e se conhecerem melhor. Algumas estão lá para perder peso, algumas para tentar recomeçar a vida, outras por razões inconfessáveis até para elas mesmas. No meio de tanto luxo e mimo, sucos e meditação, todos sabem que vão precisar se esforçar nos próximos dez dias. Mas ninguém é capaz de imaginar o tamanho do desafio.

Frances Welty, escritora de romances best-sellers, chega à Tranquillum House com um problema nas costas, um coração partido e um corte no dedo extremamente dolorido. Ela logo fica intrigada com os colegas de retiro - a maioria não parece precisar de fato de um spa. Mas quem mais a deixa curiosa é a diretora. Será que ela tem as respostas que Frances nem sabia que estava procurando? Será que Frances deve colocar suas dúvidas de lado e mergulhar em tudo que o spa tem a oferecer? Ou é melhor fugir enquanto é tempo?

Não demora muito para que todos os hóspedes estejam se fazendo esta pergunta.

Resenha: Neste livro, que foi o primeiro que li da autora, nove pessoas, completamente desconhecidas, vão para um spa de luxo, que encontraram em um anúncio da internet; o slogan prometia que em dez dias o hóspede sairia de lá renovado, sentindo-se outra pessoa.

Frances é uma escritora de romance com décadas de sucesso e que pela primeira vez teve um original recusado pela editora. Para piorar, ela sofreu um golpe financeiro de um homem que conheceu pela internet e se apaixonou; ela descobriu que ele já tinha aplicado o golpe em várias mulheres e, com tudo o que vinha passando, além de uma forte dor nas costas, precisava de um tempinho para cuidar de si.

Jessica e Ben são um casal que ficou milionário ganhando na loteria e agora estão enfrentando problemas no casamento, pois parece que o dinheiro modificou a essência de ambos, então o interesse deles seria uma terapia de casal.

A família Marconi, composta pelos pais, Napoleon e Heather, e a filha quase adulta, Zoe, sofreram uma grande perda, que está completando três anos naqueles dias, então eles querem passar alguns dias longe da tristeza e das lembranças.

Carmel é uma mãe que esta sentindo falta das filhas que viajaram com o pai e a nova namorada, então ela só queria se distrair.

Lars é um viciado em spas e está fugindo de seu companheiro que o está pressionando a terem um filho.

Por fim, Tony é um ex jogador profissional que se aposentou por motivos de força maior, e está deprimido por isso.

Além dos hóspedes, temos ainda a proprietária, Masha, que há dez anos sofreu um episódio de quase morte e mudou totalmente o seu modo de vida, estudando terapias alternativas e métodos de relaxamento para abrir o spa.

"Olhou para seus nove hóspedes, todos com os olhos obedientemente fechados, aguardando as instruções dela. O destino deles estava em suas mãos. Masha ia transformá-los, não só por um tempo, mas para sempre."

Cada um teve que deixar na entrada seus carros; seus celulares e "contrabandos" (bebidas, comidas e remédios) foram confiscados na chegada; seriam dez dias livres de tudo, apenas com chás, exercícios e alimentação saudável e controlada. Porém, com o passar dos dias, as regras e comida controladas, as coisas começam a sair do controle, e os hóspedes sentem que algo está errado e talvez tenham se metido em uma enrascada.

Os capítulos são narrados em terceira pessoa e cada um conta um pouco da vida de cada personagem; todos escondem segredos, principalmente Masha.

Este foi um livro que teve várias críticas negativas, mas eu devo dizer que gostei. Apesar de não acontecer nada "wow", os mistérios por trás dos segredos dos personagens prendia minha atenção. Desconfiei desde o começo que o spa era bom demais para ser verdade e que algo existia por trás daquela propaganda toda de paz interior e resolução dos problemas.

Sou assinante do clube Intrínsecos e tenho o livro na versão capa dura e azul; estou lendo todos na ordem de chegada, provavelmente não leria se não fosse isso, mas li e gostei, e é isso o que mais gosto no clube, a oportunidade de ler algo que eu normalmente nem cogitaria comprar pela capa ou sinopse.

24/06/2020

[Top 5] Autores estrangeiros que quero ler

Olá, livreiras e livreiros! Como uma leitora assídua, já li diversos autores, mas obviamente ainda não li nem metade dos que gostaria de ler, e hoje eu trouxe para vocês cinco autores estrangeiros - pretendo trazer os nacionais em breve - dos quais eu nunca li nada, mas quero muito ler. Vamos conferir?

Brittainy C. Cherry: Vou começar por essa autora aqui porque, como uma boa amante de romances, eu tenho vontade de ler absolutamente todos os livros dessa mulher, mas ainda não li nada. Sou louca para ler, principalmente, aquela série dela, "Elementos", da qual vejo falarem sempre muito bem.
Charlie Donlea: Agora que virei uma leitora de livros policiais - daquelas que leu dois livros e já se acha a leitora policial -, passo pesquisando livros do gênero, e vejo falarem sempre muito bem dos livros desse autor. Preciso dar um jeito de ler logo os livros dele!
Charles Bukowski: Eu gosto muito de ler poesias, e ultimamento estou vendo o pessoal ler bastante esse autor, então estou com muita vontade de ler também, mas confesso que tenho um pouco de medo de não entender muito ou não gostar mesmo, pois pelo jeito ele tem um estilo próprio e bem diferenciado.
James Patterson: Esse é outro autor de livros policiais que eu sou louca para ler, pois os livros dele parecem ser muito bons.
Sophie Kinsella: Praticamente desde que me tornei uma leitora tenho curiosidade de ler os livros dela, inclusive tenho vários na minha estante, mas até hoje não li nenhum.








POSTAGEM POR: LARISSA