16/11/2018

[Resenha] Meu vício depois do amor (meu vício #2) | Kell Teixeira

Meu vício depois do amor

Autor(a): Kell Teixeira
Editora: Bezz
Páginas: 405
Resenha por: Larissa
Avaliação: 4/5
Compre: Editora

*E-book cedido pela editora para resenha


Sinopse: A cocaína foi o pior vício do Maycon, e ele, meu pior vício. Amá-lo é aquela mistura de dor e prazer. Olho em seus olhos, ambos estão machucados, nós nos machucamos e as feridas ainda estão sangrando, posso ver isso bem claro. Mas o destino resolveu brincar conosco, ele fez duas pessoas improváveis se amarem e aqui estamos nós, cheios de razões e com orgulho ferido, mas engolindo tudo com uma dose alta de prazer. Parece insano, nos acostumamos à dor, e por mais que eu queria correr, nunca dou de fato um passo para longe dele" Nessa sequência, a luta ainda é obscura e velhos fantasmas perseguem Maycon. Eles estão casados e têm um filho. Além de enfrentarem os problemas diários do casamento, tem a abstinência do Maycon e a insegurança da Elena. Eles se amam e apesar de toda a loucura, isso é algo notório. Mas Maycon, na falta da droga, se vê atormentado pelos demônios do passado. Meu vício - depois do amor, traz o enredo e dramas do primeiro livro, contudo revela um amadurecimento necessário para o casal que se encontra em situações complexas e lutam para se manterem unidos. Será que continuaremos a presenciar os milagres do amor?

Resenha: No primeiro livro, "Meu vício", acompanhamos a estória de amor que começou a formar-se entre Elena - uma menina toda certinha - e Maycon - um viciado em drogas. Já nesse segundo livro iremos acompanhar a vida de casados e pais dos dois.

"A vida não permite planos, ela mesmo traça seu caminho e essa é sua essência."

Elena e Maycon já estão casados há mais de dois anos e, durante esse tempo, Maycon conseguiu manter-se afastado das drogas.

Jayde, a melhor amiga de Maycon, agora está famosa, fazendo shows ao redor do mundo, e é Maycon quem escreve as letras das músicas para ela.

Maycon está trabalhando em uma clínica que seu pai abriu, juntamente com Katherine, sua antiga psicóloga, a qual Elena morre de ciúmes, enquanto nossa protagonista passa os seus dias em casa, cuidando de Noah, o filho deles.

Elena e Jeniffer, madrasta de Maycon, que o rapaz odeia, tornaram-se grandes amigas, o que não agrada em nada o rapaz, que ainda vê a mulher como uma falsa que estragou o casamento de seus pais.

O casal está acostumado a seguir a mesma rotina de sempre, porém agora parece que as brigas estão tomando proporções cada vez maiores, o que faz com que Maycon decida sair de casa por um tempo - tempo este que dura um dia.

Quando Maycon volta para casa, disposto a tentar fazer com que seu casamento dê certo novamente, ele acaba cometendo um erro que coloca tudo a perder novamente, o mesmo erro pelo qual ele julgou tanto outra pessoa por tê-lo cometido.

"Queria tanto ter a chance de rebobinar essa parte, mas a vida não nos dá essa opção."

Apesar das brigas constantes do casal terem me irritado bastante, por outro lado gostei de a autora ter abordado o casamento do casal dessa forma, mais "realista", e não de uma forma idealizada, com os dois sendo "felizes para sempre". O casal tem problemas, brigas, desconfianças, desavenças, assim como os casais da vida real.

"O amor é um sentimento engraçado, ainda que a pessoa o machuque ou faça algo que definitivamente o magoe, não é o fim. Por causa da droga do sentimento, nunca há um fim. É como um vício, uma dose alta nas veias. Você sempre quer mais, ainda que faça mal."

No início a leitura não fluiu muito para mim, demorei a "engatar", mas do meio para o fim diversas coisas começaram a acontecer, o que tornou a trama mais empolgante. Adorei poder acompanhar a vida do casal depois de casados, principalmente porque é possível ver uma grande evolução do Maycon e Elena namorados para o Maycon e Elena casados e pais.

14/11/2018

[Lançamentos] Editora Astral Cultural (novembro - 2018)

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Hoje viemos mostrar para vocês os lançamentos de novembro da Editora Astral Cultural. Vamos conferir?!

As estrelas entre nós: Karina sempre soube o quão difícil é a vida militar, desde a convivência com seu pai militar até mesmo a infância e a juventude dentro de uma base. Depois de tantos anos de rigidez, ela aprendeu que guerras nunca terminam, elas sempre deixam marcas inimagináveis e causam feridas naqueles que estão à espera de seus entes queridos. Com a intenção de se dedicar à sua carreira de massagista e finalmente ser livre, Karina compra uma casa fora da base militar. Porém, Kael, um cliente misterioso e de poucas palavras, surge em sua vida e desperta mais do que apenas a sua curiosidade, fazendo com que ela mude todos os seus planos. Aos poucos, Karina percebe que Kael carrega consigo muito mais do que dois períodos no Afeganistão. A carga de Kael e suas mentiras são muito maiores do que Karina é capaz de suportar, levando-a até mesmo a desconfiar de seus sentimentos e intuição.

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola: RACISMO. ABUSO. LIBERTAÇÃO. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê.

Churrasqueadas: Além de ter as melhores receitas do canal Churrasqueadas, este livro é prático e um verdadeiro auxiliar para todos os churrasqueiros, desde os iniciantes até os mais experientes. Aqui, José Almiro de Morais vai mostrar a você tudo o que precisa para fazer um excelente churrasco: os melhores cortes, as receitas mais saborosas e as dicas mais proveitosas para fazer aquilo que você gosta e impressionar!

POSTAGEM POR: LARISSA E VIVIANE

12/11/2018

[Resenha] Apoteose | Raul Riul

Apoteose

Autor(a): Raul Riul
Editora: Autografia
Páginas: 322
Resenha por: Larissa
Avaliação: 5/5
Compre: Editora

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Apoteose é o ato de atingir um patamar divino e transcender a morte, carregando glórias e honras para a eternidade. Liricamente falando, tornar-se apoteótico é, por breves momentos, tornar-se deus de si mesmo. O poeta Raul Riul Naves encontrou uma forma de ser eterno e jamais se comparar a qualquer outro: por meio de suas apoteoses poéticas. Encontre tua apoteose, seja seu próprio deus.

Resenha: "Apoteose" traz-nos diversas e bem variadas poesias do mesmo autor, Raul Riul.

O autor aborda em seus poemas os mais diversos temas, como vida, poesia, saudade, amor, sentimentos pessoais, poetas, natureza, etc.

"Um dia pude olhar no espelho e me chamar de artista: jamais pintei um quadro, mas pintei com palavras as obras à minha vista"

Em "Caro Vinicius" o autor "bate um papo" com o poeta Vinicius, citando também outros grandes nomes da literatura, como Cecília, Álvaro, Bandeira, Casimiro, Leminski, entre outros, o que eu achei muito interessante.

"Caro Vinicius, tá tudo estranho, tá tudo confuso / Queria poder te encontrar / Em um bar em qualquer canto do mundo / Pra bater um papo e rimar"

Os poemas "Fome" e "Apoteose ao advento: arte" foram escritos usando palavras com a mesma letra inicial - f e a, respectivamente -, algo que achei bastante criativo.

"Tore rpo haslin tastor" é um título invertido; o poema inteiro é escrito dessa forma, com as sílabas trocadas de lugares. Confesso que esse poema foi um pouco trabalhoso para ler, mas foi um dos meus favoritos.

O livro conta também com poemas mais para o lado narrativos, como "Urban(ada)", que narra o cotidiano de um homem sem nome.

Em "Parônimas e homônimas" o autor "brinca" com aquelas palavrinhas que dificultam nossa vida, por serem escritas de formas diferentes, mas pronunciadas igualmente, como "censo" e "senso", "cheque" e "xeque", "sortir" e "surtir", entre outras, o que eu achei sensacional.

Alguns poemas são difíceis de serem interpretados, como disse Augusto no prefácio do livro, e não temos como decifrar o que o autor quis dizer com tais palavras, apenas apreciar o que foi escrito.

Os títulos de alguns poemas são bem diferentes e sugestivos: "A vida é uma bebida, o amor é uma droga", "Não.", "Se existir sentido nisso tudo por favor não me conte.", "Espera para ler isso (esse é o nosso segredo)", "Aquar(ela)", "Um poema para meus às vezes", "A revolta do quatro e meu gene egoísta de poeta (não aceitar palavras em minha boca", achei muito criativos.

Como sempre faço ao resenhar livros de poemas, deixo aqui o nome de alguns dos meus poemas favoritos (não vou citar todos, pois são muitos): "Sou poeta há mais de anos, mas há apenas um me dei conta", "Várias referências de MPB em um poema para uma garota que não me amou (e descobri que não amei ela também)", "Filósofo de boteco", "Dilema", "Sufocante", "Vinte e quatro de outubro", "Caso leia isso", "Cambistas", "Eu não sou de aço não", "Somos poesia", "Singelas luas", "Humano", "Sorriso", "Poder", "Servidão voluntária", "Estado de sonho", "Entendo", "Diariamente".

"Eu não tinha ideia do que era o amor / Acho que é você."

Eu amei demais esse livro. Gostaria de poder expressar em palavras o meu amor pelos poemas do Raul da mesma forma que ele consegue expressar todos os seus sentimentos em suas poesias. Não tenho muito para dizer além de: leiam esse livro, pois vocês não irão se arrepender!

 "Somos humanos / Chega de se esconder / Aceite um pouco o caos que há em você"

09/11/2018

[Resenha] Quase esquecidos | Hiran Murbach

Quase esquecidos

Autor(a): Hiran Murbach
Editora: Soul
Páginas: 252
Resenha por: Viviane
Avaliação: 5/5
Compre: AutorEditora

*Livro cedido pelo autor para resenha


Sinopse: Já se sentiu observado alguma vez e ao olhar em volta nada ver? Ou ainda sentiu uma presença, não malígna, mas alguém ou algo próximo de você e ao observar ao seu redor estar completamente sozinho?

O que você faria se um dia descobrisse que toda a sua existência está em risco e, pior ainda, não há muita coisa que você possa fazer para evitar isso? É exatamente isso que acontece em "Quase Esquecidos", uma obra de ficção que mistura fantasia e realidade e tem início no momento em que algumas criaturas do folclore brasileiro constatam um fato aterrador: as novas gerações estão deixando de conhecer a mitologia brasileira e, por causa disso, estes personagens folclóricos estão desaparecendo pois eles só podem existir enquanto lembrados.

Muito do nosso folclore já desapareceu nos dias atuais e os poucos que ainda sobrevivem precisam dar um jeito de reverter este quadro. A pergunta, no entanto, é como eles conseguirão fazer isso? E se conseguirão a tempo.

Resenha: No começo do livro vamos conhecer brevemente como vivem atualmente nossos personagens: um rapaz que não tem uma perna e mendiga; uma jovem lindíssima que consegue tudo através de seu poder de sedução; um rapaz que tinha a mulher que quisesse e depois se isolou em uma área rural e descobriu ser homossexual; uma senhora que está isolando-se do mundo e parece que ninguém mais lembra dela, pois as amigas pararam de procurá-la; um homem muito grande que trabalha como segurança de artistas famosos; um jovem que vive em um assentamento de sem-terra, no sul do Brasil; e um presidiário baixinho, de pés tortos e muito invocadinho. Parecem personagens normais, não é?! Mas não são; respectivamente falei do Saci, Iara, Boto, Potira, Lobisomem, Negrinho do Pastoreio e Curupira, todos em suas formas humana, vivendo normalmente entre nós, mas algo está errado, pois esses personagens do nosso folclore vêm sendo frequentemente esquecidos ou tendo suas histórias modificadas.

Ao final de cada um dos primeiros capítulos que descreve a vida atual das figuras folclóricas, nossos personagens recebem um bilhete misterioso, que indica dia e local no qual devem comparecer.

O dia do encontro chega e, para minha surpresa, quem reuniu todos foi ninguém menos que uma bonequinha metida, faladeira, com cabelos de linha e toda feita de panos... Sim, estou falando da Emília, do Sítio do Pica Pau Amarelo, mas que gosta de ser chamada de dona Boneca ou Marquesa. Seu fiel escudeiro é um minúsculo boneco feito de sabugo de milho. A Boneca tenta convencer os amigos de que precisam fazer algo antes que todos desapareçam; ela mesma já está diferente, antes tinha cabelos pretos e, agora, depois que um programa de TV foi criado (Sítio do Pica Pau Amarelo), ela começou a ter cabelos coloridos, sardas e maquiagem, pois a imagem dela vem se modificando na imaginação das pessoas.

"Só que essa é a grande merda. Se a gente foi criada pelos seres humanos, da mesma forma a gente depende deles para permanecermos vivos. Enquanto esses caras se lembrarem da gente e acreditarem que a gente existe, a gente permanece vivo. Quando a gente cair no esquecimento, já era. Puff, sumimos."

A solução que Boneca propõe é encontrar algum descendente das crianças que moraram no sítio antigamente, há mais de um século, e fazer com que contem novamente suas histórias.

Paralelo a tudo que está acontecendo com os personagens do folclore vamos conhecer Pedro, um humano normal, filho de pais separados desde que era um bebê. Nunca se achou nos estudos ou profissionalmente. Mora em um pequeno apartamento e vive da herança que sua mãe deixou, pois a mesma falecera há alguns anos em um acidente de carro, e como ela era escritora e havia lançado alguns livros, esporadicamente "pingava" na conta do rapaz alguns lucros das vendas dos livros. Lobo/Lobisomem e Boto vão atrás da mulher, Luana, mas ao descobrirem que ela já morreu, partem em busca de Pedro que, pelo que tudo indica, é o último descendente das crianças do sítio e, talvez, a única esperança de todos os personagens do folclore que ainda vivem entre nós, mas que estão quase esquecidos. A missão não será fácil e o mais difícil será fazer com que Pedro "acredite" e ajude nossos personagens folclóricos a não desaparecerem de vez.

"E ele, o que poderia fazer? Ele, mal sabia trocar uma lâmpada e fazer feijão sem queimar a panela agora era a única esperança de todo o folclore nacional. Convenhamos... Era demais para ele assimilar."

O que eu mais gosto quando leio livros nessa temática é a pesquisa que o autor faz para nos trazer o máximo de informações de uma maneira que torne a leitura prazerosa. Com o tempo e os novos personagens que surgem vamos esquecendo da nossa essência. Criei-me no interior e lembro quando em um dia calmo formava-se um redemoinho de terra ou quando a crina dos cavalos apareciam "enosadas" e associávamos esses fatos ao Saci Pererê, enquanto os uivos dos cachorros na madrugada eram de lobisomens, e lendo esse livro senti muita saudade da minha infância, da inocência que eu carregava e das coisas que acreditava. Com certeza é uma obra que merece e precisa ser lida por todos, pois nosso folclore não pode ser esquecido.

07/11/2018

[Tag] Isso ou aquilo?

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Hoje viemos responder uma tag muito bacana que encontramos no blog Livros & Tal. Vamos conferir?!

1. Áudiobook ou livro físico?
Larissa: As duas experiências são incríveis, então os dois.
Viviane: Há alguns anos eu ouvia muitos áudiobooks com narração mecânica, já tive a experiência da narração humana também, mas me desconcentro e acho difícil voltar, então prefiro o bom e velho livro físico.

2. E-book ou livro físico?
Larissa: Eu amo ter o livro físico em mãos, mas ultimamente estou preferindo ler e-books, por causa da praticidade.
Viviane: A praticidade do livro digital é incrível, posso ler até deitada e no escuro, mas nada substitui o livro físico, daí procuro ter as duas versões, mas meu xodó é o físico.

3. Capa dura ou capa mole?
Larissa: Capa mole para ler e capa dura para embelezar a estante.
Viviane: Faço das minhas as palavras da Larissa; é bem desconfortável ler livros de capa dura, mas a aparência não tem comparação.

4. Ficção ou não-ficção?
Larissa: Ficção.
Viviane: Eu tinha um pouco de preconceito com não-ficção, até ler um e me apaixonar, mas saber que é real às vezes me causa desconforto, então prefiro ficção.

5. Fantasia ou vida real?
Larissa: Ultimamente estou preferindo ler mais sobre a vida real.
Viviane: Não sou a maior fã de fantasia, apesar de já ter lido livros incríveis do gênero, mas vida real não gosto muito pelas sensações e sentimentos que me causam, então, entre os dois, prefiro fantasia.

6. Harry Potter ou Crepúsculo?
Larissa: Não li nenhum dos dois, então não sou capaz de opinar, haha.
Viviane: Li os três primeiros livros de Harry Potter e gostei muito. Crepúsculo não li, mas assisti a todos os filmes. Pelos personagens dos filmes vou ficar com Crepúsculo.

7. Comprar ou pegar emprestado?
Larissa: Comprar.
Viviane: Comprar. Não gosto de pedir emprestado e menos ainda de emprestar.

8. Livro único ou série?
Larissa: Livro único.
Viviane: Livro único; dificilmente consigo ler todos de uma série.

9. Livraria física ou virtual?
Larissa: Virtual pelos preços (mas é sempre muito bom ir na física dar aquela olhadinha).
Viviane: Amo ir na física, mas os preços são absurdos, então minhas compras são 99,9% em lojas online.

10. Livro longo ou curto?
Larissa: Curto, a não ser que a estória seja muito boa.
Viviane: Depende muito do livro, se enrola demais não tem a necessidade de ser longo, e se falta detalhes não precisa ser tão curto. Considero 350 um bom número de páginas.

POSTAGEM POR: LARISSA E VIVIANE