10/08/2018

[Resenha] Aos dezessete anos | Ava Dellaira

Aos dezessete anos

Autor(a): Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 448
Resenha por: Larissa
Avaliação: 4/5
Compre: Americanas / Editora

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer.

Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.

Resenha: Nesse livro vamos conhecer as estórias de Marilyn e de Angie, sua filha.

O livro inicia contando, primeiramente, a vida de Marilyn, aos seus dezessete anos, dezoito anos atrás. Ao verem-se sem grana - e também para ficarem mais próximas da cidade onde "tudo é possível", Marilyn e sua mãe, Sylvie, são obrigadas a ir morar com o tio de Mari, um bêbado viciado em jogos. Fica claro que elas não são muito bem vindas lá, porém elas não tem outro lugar mesmo.

Sylvie acredita que a salvação das duas seja que a filha vire uma atriz famosa, como Marilyn Monroe, e assim tire elas da pobreza. Quando criança, Mari fez uns comerciais aqui e outros ali, porém agora, já com dezessete anos, a empresa não quer mais suas atuações, assim Sylvie resolve procurar uma agência de modelo, que pode fazer com que a filha fique famosa.

No apartamento do tio Woody, onde Sylvie e Marilyn estão hospedadas, tem um vizinho no andar de baixo, pelo qual Marilyn logo vê-se encantada. O rapaz chama-se James e é por ele que seu coração irá bater mais forte.

"Pelo resto da vida, ela nunca vai ter uma história que não seja dele também."

Marilyn não gosta de ser uma atriz, ela só o faz por insistência da mãe. O que ela gosta de verdade é de fotografar, e não de ser fotografada. Aliás, uma coisa que achei muito interessante, são as fotos mentais que Mari tira. Sem uma câmera de verdade, quando vê algum momento que quer registrar, ela forma um L com as mãos e tira uma foto mental.

"Quer dizer, você tem que ser quem as pessoas que ama esperam que você seja. E nem sempre é você mesmo, infelizmente."

Intercaladamente vamos conhecer a estória de Angie, filha de Marilyn. Aos seus dezessete anos Angie descobre no quarto da mãe uma foto do seu pai, que até então ela nunca tinha visto nem por fotos. Sempre que Angie perguntava à Mari sobre seu pai, ela respondia apenas algumas perguntas e depois caía em lágrimas, não falando mais nada. Mari sempre disse à Angie que seu pai havia morrido em um acidente de carro, junto com seu tio, porém, ao assistir um videoclipe, Angie reconhece o nome de seu tio, Justin, nos créditos da produção e, se ele está vivo, seu pai pode estar também, não é? Logo ela começa a pesquisar endereços de pessoas com esse nome e encontra vários.

Angie parte em busca de seu tio - a ponte que ela espera que leve-a até seu pai -, juntamente com seu ex namorado, Sam. Nessa viagem ela irá descobrir tanto sobre seus pais quanto sobre si mesma.

Assim, intercaladamente, vamos conhecendo aos poucos as estórias de Marilyn e de Angie, e conseguindo ligar todos os pontos.

Angie tem alguns "fantasmas" com os quais lida ao longo do livro, que são questionamentos - em torno do número de pessoas no mundo - que a perseguem em praticamente tudo o que ela faz. Eu achei muito interessante essas reflexões.

"Quantas das sete bilhões de pessoas no mundo têm dezessete anos? Quantas estão grávidas, quantas ainda se sentem crianças? Quantas estão olhando para o mesmo sol? Quantas estão boiando no mar? Quantas estão lamentando um amor perdido, quantas estão se apaixonando pela primeira vez?"

Marilyn e James e Angie e Sam formam uns dos casais mais fofos do mundo dos livros, é impossível não nos apaixonarmos por eles.

O final foi um baque para mim, eu realmente não esperava por esse desfecho. Foi o primeiro livro que li da autora, mas já fiquei curiosa para ler "Carta de amor aos mortos". Indico a obra à todos que desejam ser cativados por um livro que fale sobre família, amizade e amor - e que gostem de surpresas, é claro.

"Com certeza quase todas as pessoas no mundo, os sete bilhões, já tiveram seu coração partido, mas quantas delas foram tolas o bastante para fazer isso consigo mesmas?"

10 comentários:

  1. Olá, td bem?
    Acho a capa desse livro bem linda, gostei da resenha!
    Nunca li nd da autora. O enredo do livro me parece bem simples, quem sabe um dia eu dê uma chance?
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  2. Oie,
    Já li uma obra da autora e gostei do que encontrei, da sua narrativa poética e nada previsível, confesso, no entanto, que não tenho vontade de ler esse livro, pelo menos não agora. Acho que não vou conseguir tirar o que preciso desse livro nesse momento, mas fiquei contente que você tenha gostado e que o final tenha te surpreendido, gosto quando isso acontece.
    Beijos

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  3. Olá
    Li uma resenha desse livro que já tinha me deixado curiosa, agora fiquei mais, principalmente em descobrir esse desfecho, será que seu pai morreu ou não? Será que está por perto? pq a mãe chora ao falar dele? Meu Deuusssss que curiosidade,já estou olhando na amazon o valor do livro hahahahahah.
    Bjus

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  4. Eu tenho uma grande curiosidade com os livros da autora e adorei ver a sua opinião sobre esse. Eu acho a capa muito bonita e a premissa me deixa muito interessada. Parece ser um livro que me agradaria bastante e fiquei curiosa para ver esse final.

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  5. Adoro finais que são um baque, e estou super ansiosa para ler esse livro. Amei demais Cartas de amor aos mortos e tinha medo de ler esse e não gostar, mas agora estou bem animada para começar a leitura.

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  6. Oi, tudo bem? Essa e a minha leitura atual haha. Fiquei com medo de receber algum spoiler (infelizmente recebi, mas é a vida hahaha). Eu estou amando, tô adorando a Marilyn adolescente e já shippo fortemente ela com o James <3 Fiquei curiosa para saber sobre esse final que você disse. Recomendo muito Cartas de amor aos mortos, eu já o li há muitos anos, na época do lançamento, e, apesar de bem diferente desse novo livro, é igualmente maravilhoso! Adorei saber sua opinião <3

    Love, Nina.
    www.ninaeuma.blogspot.com

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  7. Que capa mais fofa *-*
    Não conhecia o livro, mas gostei da sua resenha.
    Draminhas familiares, são ótimos e trazem sempre reflexões legais.
    Obrigado pela dica.

    Beijos

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  8. Olá! Nunca tinha ouvido falar desse livro, mas sua resenha me deixou curiosa como a sinopse não tinha conseguido. Estou aqui com vontade de procurar para ler, para poder descobrir esse final surpreendente e o que Angie irá descobrir nessa jornada. Dica super anotada!
    Abraços

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  9. Olá meninas, tudo bem? Olha faz um tempão que estou lendo resenhas sobre esse livro mas, ainda não tinha lido nenhuma tão completa e convincente com a de vocês e agora sinto que realmente preciso inicia-lo urgentemente..kk
    Gosto de livros que falam sobre relacionamento familiares principalmente, entre mães e filhas porque nunca é fácil lidar com as diferenças familiares e a juventude, espero ter a oportunidade de ler esse livro em breve.
    P.S: Amei a resenha e adorei de coração os marcadores que vocês me enviaram!

    Beijos e Abraços Vivi
    Resenhas da Viviane

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  10. Ola!

    Assim como vc nunca tive a oportunidade de ler nada da autora. Confesso que já conhecia o livro pela capa, mas nunca parei para me focar em ler nada sobre ele e agora o desejo muito kkkk

    Amei a sua resenha e fiquei curiosa com a ligação e a conclusão desse livro que te deixou dessa maneira.

    beijos

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