25/09/2020

[Resenha] Solo raso | Sandro Muniz

Solo raso

Autor(a): Sandro Muniz
Editora: Amazon
Páginas: 174
Resenha por: Viviane
Avaliação: 4/5
Compre: Amazon

*E-book cedido em parceria feita no Instagram


Sinopse: Você já pensou que a Segunda Guerra Mundial pode ter acontecido em solo brasileiro?

A história oficial foi contada faltando pedaços.

Fatos atuais e antigos da história se entrelaçam nessa ficção repleta de mistérios e muita emoção.

Pedro Gilga Sacks, arqueólogo, foi parar em uma ilha sem nome. Não sabia que iria encontrar aventuras e situações que o farão duvidar até mesmo de onde pisa.

Pedro faz amizades com pessoas peculiares - um messias que esconde ovos; uma senhora que diz ter vivido a guerra - conhece e vivencia histórias fantásticas que farão dele uma nova pessoa ao fim de sua corrida para desvendar explosões que mutilam, mulheres que somem sem deixar rastros e uma possível reinterpretação da Bíblia Sagrada. Isso se ele sobreviver.

Resenha: Pedro é arqueólogo, e seu maior sonho é descobrir um fóssil muito antigo. Por uma ironia do destino, depois de quase ser morto em um assalto, ele é transferido por sua empresa para trabalhar em uma ilha. Nessa ilha, no passado, uma ferrovia foi construída com a promessa de trazer progresso e água potável, porém ambos não chegaram. Agora a empresa que Pedro trabalha vai construir um porto, mas, para isso, a ilha será dizimada.

"As crianças choravam no que restou da praça. Elas amavam a escola. Iam a pé para lá. Seus professores eram seus tios e tias. Tudo foi demolido. Não puderam nem pegar suas mochilas. Foi uma Chernobyl sem a energia nuclear. Sem um acidente. Era de propósito."

Logo que chega à ilha, Pedro fica sabendo de alguns desaparecimentos de mulheres e algo muito intrigante: acontecem explosões dentro da mata, e os poucos sobreviventes acabam mutilados.

Pedro faz amizade com o padre da ilha, que é contra as obras, e juntamente com sua colega, Eugênia, tenta investigar tanto as explosões quanto os desaparecimentos de habitantes, principalmente mulheres jovens e com filhos. Pedro vai até um bar e escuta as mais diversas e absurdas teorias dos habitantes; alguns moradores locais mais antigos relatam que a Segunda Guerra Mundial aconteceu ali também, e mostram até os capacetes dos alemães com marcas de tiro.

Intercalado com a narrativa de Pedro, temos o dia a dia de uma das sequestradas, que vai dando pistas de quem ela é e de onde pode estar.

Durante uma busca, dentro da floresta, de Pedro e sua colega por pistas das explosões, um cachorro passa correndo e uma explosão acontece; em meio ao buraco que se forma, um artefato é encontrado, uma espécie de placa, com inscrições em uma língua muito antiga e quase desconhecida. O achado pode atrapalhar as obras, pois a Igreja pode se meter, e é o que acontece: Roma manda um padre para substituir o atual e ficar de olho na ilha e em possíveis achados arqueológicos.

"Não entenderam o que estava escrito, mas no fundo tinham certeza de que tinham achado algo importante."

Conforme a narrativa, que é de capítulos muito curtos, vai avançando, segredos vão sendo revelados, tanto do passado da ilha e de seus habitantes quanto da verdadeira intenção das obras.

Li o ebook a convite do autor e gostei bastante; foi uma ótima oportunidade de conhecer um autor nacional. A leitura é rápida e fluída, desvendando todos os mistérios apenas no final e deixando um gancho para uma possível continuação.

2 comentários:

  1. Oii, gostei da sua resenha, não conhecia esse livro! Já coloquei na lista dos livro que pretendo ler.
    Beijos!
    https://deliriosdeumaliteraria.blogspot.com/

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  2. Adorei a resenha! Gratidão! E vida longa ao livro nacional!

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