17/06/2019

[Resenha] Km 63 | Mara Rúbia

Km 63

Autor(a): Mara Rúbia
Editora: Autografia
Páginas: 92
Resenha por: Larissa
Avaliação: 3/5
Compre: Editora / Travessa

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Um diálogo corajoso e solitário, entre autor e leitor. Seis personagens que transitam em dois tempos históricos diferentes e desabafam seus mais íntimos sentimentos, expondo questões que envolvem temas polêmicos, como aborto, política, educação. Um livro escrito por alguém que sente a vida. Que é de dor, mas que também faz sorrir, pois é também a mais pura poesia. Transita muito bem pelas trilhas do tempo, entre dramas e medos humanos, e ao final dá a autora e ao leitor uma espécie de acalanto, um suspiro, uma redenção.

Resenha: Esse é um livro que fala sobre diversos temas sociais, principalmente política, em outras épocas que não a nossa.

Narrado em seis pontos de vistas diferentes, sendo um deles de um homem, em dois momentos diferentes da história, "Km 63" vai mostrar-nos como o ambiente e a época nos quais vivemos interferem em nossas opiniões e pensamentos.

"O Brasil é um país marcado por muitos golpes políticos, um país no qual foi sempre muito difícil levar à prática as teorias tão aparentemente bem articuladas por pensadores e cientistas cheios de boas intenções."

No primeiro capítulo, "Eu", vamos conhecer a voz de uma universitária, que está narrando seu ponto de vista durante o declínio do sistema socialista após a queda Muro de Berlim e as eleições que envolveram Lula e Freire, sendo que neste nossa protagonista iria votar. Essa voz nos fala, ainda, sobre questões que eram tabus na época, como aborto e racismo.

"Outra voz" é narrado pela moça do aborto do capítulo anterior. Aqui ela conta como, já com uma filha, acabou engravidando novamente, dessa vez sem planejamento, e tentou abortar, porém diversas complicações aconteceram e o que era para ser algo fácil, acabou tornando-se complexo pela falta de informações.

A "Terceira voz" é de uma moça que, diferentemente das anteriores, tem uma mente bem mais aberta para conversar sobre tudo e fazer o que quiser. Essa narradora é independente, corre atrás do que quer e tem a liberdade de ser quem ela quer. Além disso, ela orgulha-se bastante do seu passado e presente, da sua avó que passou por várias dificuldades, da sua mãe que é faxineira, mãe solteira e nordestina, e principalmente por conseguir cursar uma faculdade mesmo com todas essas coisas que para muitos são "empecilhos".

"Vou aonde quero, visto o que quero, respeito o ser humano acima de qualquer coisa e viro bicho para defender a minha mãe, que, a contragosto, respeita o meu jeito de ser, a contragosto por causa dos outros porque, por ela mesma, sei que me admira, admira a minha coragem de brigar pela vida, de andar de cabeça erguida, de estar na faculdade."

"Eu falo" é narrado por uma professora de história da faculdade, e aqui ela fala sobre a Guerra da Bósnia, o sensacionalismo da mídia e a maldade do homem.

Já o capítulo intitulado "Preciso de outra voz" é narrado por um homem, e aqui ele vai falar sobre as eleições da época também, mas principalmente sobre as dificuldades que enfrenta por ser homem, por carregar o peso de ter que ser e mostrar que é homem.

"O tempo passa e não sei se alguma mulher acredita quando a gente diz que o maior medo de um homem é de não ser homem. Isso não é preconceito com os amigos veados, não, é medo mesmo. Fora os outros medos que vão fazendo aumentar o medo de ser veado, o medo de não conseguir realmente um bom trabalho, de não realizar o sonho da faculdade..."

Assim, ao longo do livro vamos acompanhando diferentes opiniões sobre diversos temas, ao mesmo tempo em que somos inseridos no contexto histórico da época. É um livro que fala bastante sobre história, política, temas tabus, etc. A leitura é rápida e fácil, ótima para quem quer passar o tempo e, ainda assim, aprender um pouco mais sobre o passado.

14/06/2019

[Resenha] Rastros de dor | Roque Jacintho

Rastros de dor

Autor(a): Roque Jacintho
Editora: IDE
Páginas: 288
Resenha por: Viviane
Avaliação: 4/5
Compre: Americanas / BuscapéEditora

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Século XVI (Espanha): os desvarios de Joana, a Rainha Louca; o sofrimento na casa dos Castilhos, com a trágica morte de Dom Fernando; o drama de Domingues, o curandeiro cristão, condenado injustamente pelo Tribunal da Inquisição; a traição e as maldades de um clérigo sedento de riqueza e poder...

Século XVIII (Espiritualidade): a difícil luta pelo refazimento; o auxílio aos que se encontravam perdidos nos abismos, vítimas de si mesmos, sofrendo nas Cavernas da Dor; o reencontro entre os personagens, um compromisso assumido...

Século XX (Brasil): em novo corpo; com incompreendidos e estranhos pressentimentos; lado a lado, vítimas e algozes tentando transpor as barreiras do infortúnio e da dor, para restabelecerem o equilíbrio; com o auxílio daqueles que muito os amam!

Resenha: Em "Rastros de dor" vamos conhecer Manolo, um jovem que viveu no tempo da inquisição.

A história é dividida em três partes: época da inquisição, período que os personagens passaram no umbral e atualmente.

Apesar de ser de família muito rica, Manolo aspirava que a morte do pai chegasse logo, para que pudesse herdar tudo, já que tinha dividas astronômicas com Damião, um padre da região. Fernando de Castilhos era o pai de Manolo e estava à beira da morte, mas com a fé em Deus e as orações de Domingues, um médium espírita, o velho homem melhorou milagrosamente, algo muito mal visto pelos olhos da igreja na época. Então, com a ajuda do padre Damião, Manolo trama a morte de seu pai e coloca a culpa no médium, que é levado para a fogueira, acusado de bruxaria.

É claro que o padre tinha segundas intenções, e, com a morte de Fernando, acusou a família de heresia e tomou toda a riqueza para a igreja.

Vários anos após os primeiros acontecimentos, todos os envolvidos em roubos e assassinatos encontram-se sofrendo no umbral.

"Os maiores devedores sempre devem ser reconduzidos ao crivo de vida nova, para que resgatem e se redimam de todos os seus enganos!"

Nos dias atuais aquelas almas do passado reencontram-se; uns pais e filhos, outros amigos e até desafetos precisam conviver, tudo para amenizar os erros do passado e redimirem-se da culpa pelo mal causado.

"Perdoar é esquecer o mal. E quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o Bem, recebe do Pai Celestial, na simpatia na cooperação, o alvará de libertação de si mesmo, habilitando-se as sublimes renovações."

Uma das coisas que mais gosto em romances espíritas que mostram as vidas passadas dos personagens é como as histórias encaixam-se, como as pessoas reencontram-se e o laço que as une. Mais do que uma história de dor, sofrimento, assassinatos e vingança, "Rastros de dor" é uma história de perdão, recomeços e redenção.

12/06/2019

[Lançamentos] Editora Astral Cultural | Junho - 2019

Olá, livreiras e livreiros! Hoje viemos trazer para vocês os lançamentos do mês de junho da Editora Astral Cultural, esperamos que gostem. Vamos conferir?!


Depois que você me deixou: Três anos se passaram desde o último encontro de Charley e Jake. A garota tem a sensação de que, finalmente, superou seu antigo amor e está pronta para sair dos Estados Unidos e seguir o sonho de estudar em Edimburgo, na Escócia. Porém, o destino reserva uma surpresa que não estava em seus planos: Jake. O jovem está disposto a se reaproximar e, quem sabe, reatar a amizade. Mas Charley precisa aprender a lidar com o fato de que, agora, Jake tem uma namorada. A garota parece estar em um beco sem saída com a ideia de ter Jake de volta em sua vida. Afinal, ela ainda não consegue resistir ao charme do ex, muito menos ignorar os sentimentos do passado que voltaram com toda a força. Mas uma coisa é certa: ela precisa ser forte e não permitir que Jake a magoe novamente.

Gatunas: O que três garotas poderiam ter em comum além de algumas aulas entediantes no ensino médio e problemas corriqueiros de adolescente? Pode parecer estranho, mas essas três jovens, tão diferentes entre si, criaram uma aliança ligada pela emoção de roubar. A história contada através de múltiplas perspectivas revela que, mesmo em uma situação completamente inusitada, na qual elas deveriam estar aprendendo os passos da recuperação após terem tido problemas com a polícia, podem acabar selando uma amizade pra vida toda.

Vamos fazer arte?: O primeiro livro da Paula Stephânia é assim como ela: colorido, divertido, personalizado e único! Nele você fica por dentro da vida da youtuber, desde os sonhos e as conquistas até as emoções e os desafios, tanto ao produzir conteúdo para internet como ao apresentar um programa de TV. Este livro te convida para entrar ainda mais no mundo das customizações e colocar a mão na massa! Prepare os materiais, pois tem muita arte por aqui!

POSTAGEM POR: LARISSA E VIVIANE

10/06/2019

[Resenha] Sonhos e as pedras no caminho | Felipe Rima

Sonhos e as pedras no caminho

Autor(a): Felipe Rima
Editora: CeNE
Páginas: 112
Resenha por: Larissa
Avaliação: 5/5
Compre: Americanas / BuscapéEditora

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Quem nunca ouviu falar no poder dos sonhos? À primeira vista, pode parecer comercial de TV ou slogan de filme, porém felizmente, no caso de Felipe Rima é pura realidade. O menino sonhador e teoricamente com 'destino já traçado' na comunidade da Zareia (CE), em tom de bate-papo, como quem manda um rap, com toda sua poesia e verdade conta sua história de pedras e vitórias. A narrativa passeia não apenas pela história de Felipe, mas traz personagens e momentos marcantes para compreender seu universo: a cumplicidade com o vizinho e melhor amigo Mariano; o contato com armas e drogas ilícitas; a figura do pai, ex-dependente químico e sua história de superação; o drama da mãe que tentava, por meio de muito trabalho, desvencilhar a família do crime; a transformação de Felipe sob os olhos da socióloga e professora Glória Diógenes; a árdua tarefa de um cenário inóspito a ilusões; e, por fim, um receptor especial da arte de Rima.

Vencendo as infindas dificuldades sociais, drogas, caminhos do crime e pedras incontáveis, o jovem rapper e escritor conta como construiu seu castelo de sucessos, ou parafraseando o mesmo "como descobriu o valor dos sonhos, e se virou pra realizar".

Resenha: Nessa obra vamos conhecer a história de Felipe Rima - atualmente rapper, músico, poeta, escritor, empreendedor social e produtor cultural - e descobrir como ele chegou onde está no momento.

Felipe nasceu e cresceu na favela da Zareia, uma comunidade pequena, humilde e bem simples em Fortaleza. Sua mãe trabalhava fora de casa como doméstica e seu pai e praticamente todos da sua família faziam trabalhos criminosos, com armas e drogas.

Inspirado no Romário, o primeiro sonho de Felipe foi ser jogador de futebol - algo muito comum para meninos sonhadores que nascem no "país do futebol". Quando um caminhão chegou no bairro do garoto distribuindo presentes no Dia das Crianças, ele ficou imensamente feliz e surpreso ao ganhar uma bola, já que seu sonho era ser jogador de futebol. Porém a alegria de Felipe não durou muito; após alguns minutos jogando a bola nova com seus amigos, ele viu ela sendo furada e seu sonho indo por água abaixo. O pior de tudo foi chegar em casa chorando e ouvir de seu pai - sua maior fonte de inspiração, seu herói - que "homem que é homem não chora". Foi nesse mesmo dia que o pai do menino mostrou a ele um revólver - "coisa de macho" - e o peso dele.

"Tava tentando descobrir onde a felicidade mora,
Até meu pai dizer: 'Engole o choro, homem não chora!'
Com essa frase na cabeça, e o sonho no coração,
Olhei pro horizonte e fui buscar uma solução."

Após ter seu primeiro sonho destruído e como consequência do ambiente e das influências, o segundo sonho de Felipe foi transformar-se no maior ícone do crime nas comunidades da zona leste de Fortaleza. Sem dúvidas isso é um tanto assustador, a gente julga tanto sem saber, mas a verdade é que essa era a realidade do rapaz na época; quase toda sua família trabalhava no crime, seu pai - seu exemplo - principalmente, a comunidade onde ele vivia era extremamente propícia para essa vida e, afinal, com o que mais ele poderia sonhar, já que isso era com isso que ele convivia e via diariamente?

O sonho de Felipe Rima de ser o chefe do crime foi interrompido quando seu melhor amigo desde sempre, Mariano, falou para ele sobre um projeto social, Enxame, que contava com diversas oficinas, entre elas grafite e rap, que eram as artes pelas quais os rapazes mais interessavam-se. Nessa parte da história entra Glória Diógenes, uma das atuantes no projeto Enxame; um dia ela levou para uma das oficinas um poema de Carlos Drummond de Andrade, e foi aí que Felipe entrou em contato com a poesia, descobrindo que ela era totalmente diferente do que ele imaginava. Glória fala um pouco sobre o projeto e a sua perspectiva durante os anos em que trabalhou lá, o que eu achei incrível, pois através dela podemos ter uma visão muito interessante da vida do Felipe e do Mariano.

Felipe vai contar-nos, ainda, como, na sua adolescência, viu seu pai afundar por causa do crack, perder todo o luxo conquistado através do mundo do crime e começar a vender as coisas da casa. Nesse período o rapaz, seu irmão mais novo e sua mãe passaram por muitas dificuldades, tiveram que ir morar em outra casa e se virar ganhando dinheiro da forma que era possível; eles chegaram, inclusive, a comer coisas do lixo.

"Realmente essa foi uma fase muito difícil. Dela trago muitos valores e cicatrizes. Não era fácil chegar na escola e ver os colegas rindo de mim, porque eu não tinha um caderno de matéria, porque eu não tinha mochila e porque alguns me viam com a carroça de catador. Pra mim, na real, o que importava é que eu tinha o que dar de comer pra minha mãe e irmão, mesmo assim me doía muito."

A história do Felipe Rima é, sem dúvidas, uma das histórias mais inspiradoras que já tive a oportunidade de conhecer; em diversos momentos emocionei-me durante a leitura. Felipe é um grande rapper atualmente, é claro, mas olhar para trás e ver tudo o que ele passou para chegar onde está hoje é essencial. O rapaz nasceu num lugar onde não se tinha muita perspectiva de vida, onde geralmente o crime acabava sendo o destino de todos, mas ele foi forte, batalhou e conseguiu conquistar o seu espaço no mundo. Quem gosta do Felipe como artista deve ler esse livro, e quem ainda não conhece ele, precisa ler essa história!

"A vida te apresenta os dois lados da moeda.
Quem vai tá na tua glória e quem vai tá na tua queda.
Entre a vida e o mundo, tá todo mundo lutando.
Uns por um prato de comida, outros por um carro do ano."

07/06/2019

[Resenha] Como você sabe disso? | Sérgio Henrique Fraga

Como você sabe disso?

Autor(a): Sérgio Henrique Fraga
Editora: Autografia
Páginas: 240
Resenha por: Viviane
Avaliação: 3/5
Compre: Amazon / Editora

*Livro cedido pela editora para resenha


Sinopse: Anton tem como inspiração os ensinamentos do seu tio Franz, que o criou. Durante uma viagem para Edimburgo conhece Francesca, uma violoncelista que conquista seu coração, mas logo seus caminhos se separam. Continuando sua trajetória, Anton faz amizades com um pintor, um físico e um enxadrista, que mudarão sua história. Em batalha com sua consciência, Anton ainda descobre uma parte desconhecida da família e um grande tesouro. Seu desafio será harmonizar tudo isso com seus ambiciosos objetivos.

Resenha: Anton é um rapaz de Viena - eu não soube precisar a idade dele e nem a época em que a estória é contada, mas creio que seja antiga, pois a locomoção era através de navios e trens - que sonhava em ser escritor, mas ainda não sabia exatamente o que queria escrever. Fora criado por um tio, um homem muito culto e sabedor de história, inclusive as dos antepassados de Anton.

Já adulto e formado, Anton, ainda sem decidir o que faria da vida, conhece John, um artista da pintura em tela, mas que está ganhado a vida pintando fachadas comerciais; então eles unem-se, Anton escreve as frases para impactar e alavancar as vendas e John as pinta. Logo Anton tem a ideia de descrever de forma poética as obras de John e ajudá-lo a vendê-las.

"Quando você estiver pronto, pessoas e livros surgirão na sua vida e você será a evolução deles e para eles."

Porém Anton ainda não se descobriu, e segue sua jornada; perde o navio ao ajudar uma pessoa e precisa pegar outro, desviando-se de seu planejamento inicial. Nesse novo navio, no qual a viagem durará um mês, Anton conhece Frida, uma musicista, e apaixona-se por ela; os dois vivem dias de muito amor, mas seus destinos separam-se no porto, com a promessa de um dia reencontrarem-se.

"Havia uma conexão diferente, não só dois corpos se flertando, mas duas almas que pareciam que há muito se conheciam e permitiam chegar mais perto um do outro."

Em uma outra cidade nosso protagonista conhece Adler, um estudante de Física que sonha em escrever um livro sobre Física Quântica, mas não consegue concatenar as ideias e as pôr no papel; Anton ajuda o rapaz e conhece mais gente. Encontra ainda um artefato antigo com o brasão de sua família e tem a ideia de contar a história dela, então suas próximas viagens passam a ser com este objetivo: pesquisar a história e conhecer parentes.

Anton ainda conhecerá outras pessoas que acredita ser o destino a colocá-las em sua vida e seguirá por caminhos que jamais imaginou trilhar.

O livro tem uma escrita bem formal, os personagens são todos muito cultos e inteligentes, a narrativa prende a atenção na forma como as coisas vão acontecendo e deixa-nos curiosos para saber se Anton reencontrará seu grande amor. Em diversos trechos o autor devaneia sobre alguns assuntos, o que só tornou o livro um pouco mais longo. Os acontecimentos do final do livro decepcionaram-me um pouco, achei tudo muito surreal e fantasioso para uma estória que vinha sendo tão bem elaborada até ali.

Os erros de escrita foram muitos, acredito que o livro não tenha passado por uma revisão, uma pena, porque o autor escreve muito bem, os diálogos são inteligentes e as frases que Anton anotava em seus caderninhos são daquele tipo que a gente destaca e leva para a vida toda. Anton gostava de presentear seus amigos com poemas, então no decorrer do livro encontramos textos belíssimos e de muita profundidade e sentimento.

Apesar da nota que dei, eu gostei muito do livro, só achei que o final podia ter sido mais elaborado, no mesmo nível da estória até ali, e os erros foram muitos.